BLOG DO TUBASSO

Histórias da Bola



 
 

O REI ERA O REI!!

No dia 17 de março de 1963, no maracanã, aconteceu um fato que envolveu dois jogadores do Vasco e um super atleta do Santos.

Vamos relembrar o fato!
O Vasco marcou seu primeiro gol aos 32 minutos do primeiro tempo através de Ronaldo. Aos 12 do segundo tempo, Sabará aumentou para 2x0. Já perto do final do jogo, Fontana, zagueiro vascaíno, teria perguntado ao companheiro Brito:

– Disseram que um Rei iria jogar hoje no maracanã. Você viu esse Rei por ai?

E o Brito teria respondido:

– Parece que o Rei não apareceu.

O Rei ouviu a conversa. Aos 42 minutos, Pelé fez 1x2 e aos 43, novamente o Rei empatou o jogo em 2x2. Depois do segundo gol, Pelé apanhou a bola, foi até Fontana e lhe entregando a redonda disse:

– Toma! Leva de presente pra sua mãe! Diga que foi o Rei que mandou!

Os times foram escalados da seguinte forma:

O Vasco jogou com Ita, Joel, Brito, Barbozinha (Fontana) e Dario; Maranhão e Lorico; Sabará, Viladoniga (Fagundes), Saulzinho (Célio) e Ronaldo.
O Santos jogou com Gilmar, Dalmo (Lima), Mauro, Calvert e Zé Carlos; Lima (Zito) e Mengálvio; Dorval, Pagão (Toninho), Pelé e Pepe.



Escrito por GB às 18h36
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O DESMAIO DO JUIZ-TORCEDOR

O juiz de futebol, Batista Cortes, árbitro da Federação Alagoana de Desportos, hoje Federação Alagoana de Futebol. Aptou um jogo que aconteceu no campo do mutange no ano de 1963 entre Guarani do Poço e CSA. Era uma partida pelo campeonato alagoano da primeira divisão. Batista Cortes nunca negou que era um torcedor fanático do CSA.

O CSA, um dos clubes mais tradicionais do futebol do Nordeste, era o total favorito. O Guarani do Poço, recém integrante do campeonato alagoano, era um time bem armado, mas com poucas chances de vencer. O jogo se arrastou até quase o seu final e o zero a zero se mantinha. Quando todos acreditavam que o gol não ia acontecer, surgiu o lance aos quarenta e cinco minutos do segundo tempo. Uma bola lançada na área do Guarani e o artilheiro do CSA, Clovis, meteu a cabeça na bola e marcou o gol da vitória. Alegria geral dos azulinos. Tristezas dos rubros negros. Neste momento, o árbitro que sempre foi torcedor do CSA, apitou o final do jogo, e desmaiou.

Todos, ou quase todos, afirmam que ele desmaiou de emoção pela vitória do seu clube. Outros, não acreditam. Batista Cortes afirmou, na época, que desmaiou porque o sol estava muito forte (o jogo começava as 15 horas) e a cinta que usava estava apertada. A notícia ganhou o mundo e foi matéria para a já extinta revista "O CRUZEIRO", na época, a melhor revista do Brasil.



Escrito por GB às 18h59
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A ESCALAÇÃO DE UM MANCO

Na Copa do Mundo de 1930, a Seleção Uruguaia treinara firme durante meses, chegou a viver uma forte crise interna com o corte do goleiro titular Andrés Mazzalli, que não suportando o ritmo de treinamentos sem folga, deu uma “fugidinha” de madrugada. Quando chegou, com os sapatos na mão, foi recebido pelo técnico Suppici, que lhe comunicou o corte. Outro que perdeu a posição foi o atacante Scarone. Em seu lugar surgiu o “Manco” Castro, um centro-avante que não possuía o antebraço, mas que jogava sem qualquer complexo. E mostrou isso fazendo o primeiro gol no novo Estádio e aquele que valeu a vitória do Uruguai contra o peru por 1x0.



Escrito por GB às 21h34
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A HUMILHAÇÃO DE BATATAIS

Já em fim de carreira, Batatais, um dos maiores goleiros da história do Fluminense sofreu uma humilhação que encerrou sua passagem pelo futebol brasileiro. Campeão Carioca pelo Fluminense em 1936, 1937, 1938, 1940 e 1942. Participando da Copa do Mundo de 1938 e com dez anos defendendo o clube tricolor das Laranjeiras, Batatais não teve o devido respeito do seu clube. Em 1946 o Fluminense contratou o técnico Gentil Cardoso. Os dirigentes acertaram uma temporada pelos gramados da Região Norte do Brasil. Para não pagar a um massagista, Gentil Cardoso acumulou os cargos de técnico e massagista. Para ser massagista Gentil receberia cem cruzeiros por jogo. Antes da primeira partida da temporada, Gentil Cardoso ofereceu o cargo de massagista a Batatais que era o goleiro reserva. O veterano craque aceitou. Quando terminou a excursão, Batatais procurou o técnico para receber o dinheiro. Gentil não pagou e ainda mandou o goleiro embora. O técnico disse para seus dirigentes

– Esta rapaz só serva para dá massagens. Podem dispensá-lo!



Escrito por GB às 19h16
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CALOTE VEM DE LONGE

Não é de hoje que o Náutico do Recife da calote nas pessoas, veja essa história retirada da revista Placar no ano de 1999:

Em 1962, o centro-avante Bita pediu ao Pai-de-Santo Edu que "trabalhasse" a sua carreira. No primeiro jogo após o pedido, um clássico contra o Sport, o atacante fez os dois gols da vitória do Náutico. Protegido pela mandinga do babalorixá, o time foi campeão de 1963 a 1966. O craque do Náutico, garantiu o Pai Edu, não foi nenhum jogador de carne e osso, mas a entidade Zepelintra, que transformava qualquer perna-de-pau em aspirante a Pelé. Assim, o Náutico foi colecionando títulos. Exigente, Zepelintra pedia que diretores do clube entornassem litros de cachaça em cultos de agradecimentos. Indignadas com as bebedeiras, às freiras do colégio onde estudavam filhos de dirigentes exigiram o afastamento do Pai Edu.

"Deixei o clube, mas disse que o Náutico ia apanhar até me pedir perdão", contou o Pai-de-Santo. Após sete derrotas seguidas, os dirigentes resolveram voltar a consultar o babalorixá. "Foi prometido um boi caso eu fizesse o Náutico ser campeão", disse o Pai Edu. Em 1967, veio o pentacampeonato, mas nada da entrega do animal. No ano seguinte, quando o título já estava quase nas mãos do Sport, o Pai-de-Santo foi chamado outra vez. Ele faria o serviço, mas queria pagamento adiantado. "Só que mandaram um boi castrado e eu queria um boi inteiro", contestou o babalorixá. Como já era dia da decisão, prometeram entregar um outro animal, sem cortes. O Náutico conquistou o hexacampeonato estadual, único titulo da história do futebol pernambucano, mas os dirigentes esqueceram de mandar o touro.

Por culpa da mandinga ou não, entre 1968 e 1998, o Náutico somente ganhou quatro títulos de campeão. No inicio de 1999, o caso da dívida foi lembrado e, na esperança de esconjurar o mau-olhado, os diretores resolveram salda-la. Desta vez, Zepelintra não seria contemplado, mas o próprio Exu, mais poderoso e, por isso mesmo, mais caro. Fora o boi, foram entregues quatro bodes e oito galinhas. "Estamos nos livrando de um grande peso", disse o diretor Paulo Regueira, incubido da missão de fazer o pagamento redentor.

O Náutico pagou a dívida, mas pai Edu e suas entidades não puderam saboreá-la. A mulher de um diretor do clube denunciou ao Ibama, entidade de proteção ao meio ambiente, que os animais seria sacrificados. A polícia foi chamada e os bichos, salvos. "Mesmo sem o sacrifício, a dívida foi paga e o time não corre mais risco nenhum", garantiu Pai Edu. Por culpa da mandinga ou não, os ventos começaram a soprar a favor do Náutico que fez uma boa campanha no campeonato de 1999. E uma semana depois do pagamento, um ladrão invadiu a sede do clube e abordou o presidente Josemir Correia. O ladrão tentou disparar um tiro contra a cabeça do presidente. Acredite! a arma falhou e o ladrão fugiu.



Escrito por GB às 18h42
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SEM CLUBE, SEM FÃS E SEM MULHER

Por causa de um jogo de futebol, em que não reeditou as atuações que o consagraram como um dos maiores jogadores do mundo na sua posição, o goleiro espanhol Ramallets foi lançado na rua da amargura. Perdeu tudo que conquistara à custa de muitos anos de atividade: a posição de titular no Barcelona, o seu fan-clube e até mesmo a esposa.

Ramallets ingressou no Barcelona em 1947 e rapidamente se tornou o dono da camisa 1 do clube. Na Copa do Mundo de 1950, foi uma das grandes figuras da seleção espanhola. Sua popularidade era tão grande que seu fan-clube, na época, tinha mais de cinco mil sócios cadastrados.

No inicio dos anos sessenta, Ramallets passou a ser um homem desiludido. Ninguém mais o festejava e seu posto no Barcelona passou a ser ocupado por José Manuel Pesudo. Isso aconteceu porque Ramallets no dia 31 de maio de 1960, foi apontado como responsável pela derrota diante do Benfica, na partida decisiva da Taça da Europa. Recebido com vaias na volta a Barcelona, soube que fôra barrado no clube que defendeu por 15 anos e, procurou refugiar-se em casa para curtir a sua dor. No seu lar, porém, não havia ninguém para confortá-lo. A própria esposa do veterano goleiro havia fugido de casa, envergonhada com a derrota e o fiasco do marido.



Escrito por GB às 19h07
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O PÊNALTY DE PERÁCIO

Na foto, Perácio (a esquerda), com os companheiros de Flamengo, Bria e Adilson.

O ano era de 1939. O jogo Brasil e Argentina pela Copa Roca. Quando o placar estava em 2x2, o juiz brasileiro, Carlos de Oliveira Monteiro, o Tijolo, marcou um pênalti contra os argentinos. Houve uma forte reclamação dos portenhos e quando eles partiram para cima do árbitro, a polícia entrou em campo e baixou o sarrafo nos argentinos. Com um clima muito tenso, nossos adversários preferiram deixar o campo. O pênalti estava mantido e Perácio indicado para cobrar com o gol vazio. O novo técnico do Brasil, Carlito Rocha, entrou em campo e disse para Perácio:

– Chute bem no cantinho!

Perácio ficou sem entender:

– Mas seu Carlito, o gol está vazio!

- Não interessa, chuta no cantinho.

E com o gol escancarado a sua frente, ele se preparou para a cobrança. E se chutasse no cantinho e a bola fosse para fora ? E se chutasse forte e a bola passasse por cima do travessão? Com essas dúvidas, Perácio começou a ouvir a torcida gritar:

– Devagar, Perácio, e no centro!

Ele ouviu. Partiu para a bola e chutou no centro tão devagar que a torcida ficou na expectativa se a bola ia mesmo entrar. E todos viram a bola ultrapassar a linha de gol pouco mais de um palmo.



Escrito por GB às 19h35
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A MORDIDA DE TORBIS EM NILTON SANTOS



Na foto aparece o jogador Torbis seguro por atletas e policiais.

O jogo foi realizado no estádio de General Severiano, no dia 23 de dezembro de 1951, pelo campeonato carioca. O Botafogo venceu por 3x0, com gols de Otávio, Braguinha e novamente Otávio. O juiz foi Gimenez Molina. Nesse ano de 1951, o Botafogo cumpriu uma complicadíssima campanha no campeonato. Nas últimas rodadas se envolveu num conflito medonho em General Severiano, num jogo contra o São Cristovão. A briga foi tão grande que somente terminou com a intervenção da Policia, que atirou bombas de gás lacrimogêneo para todos os lados, ferindo um de seus próprios integrantes. O soldado Ari dos Santos teve sua mão direita despedaçada porque a bomba explodiu antes de ser lançada. Entre os jogadores, porém, nada a lamentar. A não ser o nocaute e os ferimentos no rosto de Nilton Santos que, depois de medicado, ficou por algum tempo ostentando grossos esparadrapos no lábio e na testa como prova de sua participação na luta.

Aos 13 minutos do segundo tempo, quando o Botafogo já vencia por 2x0, o goleiro do São Cristovão Luiz Borracha, saltou para defender um cruzamento sobre sua área e caiu. Pirilo, que vinha na corrida, chutou propositadamente o goleiro, dando prova do seu nervosismo. Torbis reclamou e recebeu um tapa de Pirilo. Foi o sinal para que a briga envolvesse os demais jogadores, dela participando praticamente os 22 atletas. O conflito já durava mais de 10 minutos quando a Policia separou os jogadores. Um deles, estava estirado no gramado, desmaiado: Nilton Santos. Posteriormente, tudo ficou esclarecido. O zagueiro do São Cristovão, Torbis, que já estava enfurecido pelo tapa que levou de Pirilo, pegou o Nilton Santos e lhe deu uma dentada nos lábios que levou alguns pontos e tempo para sarar.

Para completar, a primeira providência do juiz Molina foi expulsar os vinte e dois jogadores. Dirigentes dos dois times, preocupados com as próximas rodadas do campeonato, conseguiram convencer o árbitro a voltar atrás de sua decisão. Molina, pressionado, expulsou apenas Pirilo e Paraguaio do Botafogo e Luiz Borracha e Torbis do São Cristovão. O jogo teve prosseguimento, num clima tenso e o Botafogo ainda conseguiu fazer seu terceiro gol. Quando o jogo terminou, a torcida do Botafogo tentou agredir os jogadores do São Cristovão. Foi necessário que a Policia entrasse em ação e um guarda foi ferido. Uma hora depois, ânimos serenados, o ônibus o São Cristovão deixou General Severiano, enquanto Nilton Santos, nos vestiários, era socorrido, de lá levando vários pontos na testa e nos lábios.



Escrito por GB às 19h41
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OS IRMÃOS PONTES

Daison Pontes era violento e fanfarrão. Foi punido por tudo, inclusive doping, e só parou quando agrediu um juiz. Em 1974, o zagueiro do Gaúcho de Passo Fundo no Rio Grande do Sul, deu um soco na cara do juiz José Luis Barreto. Foi suspenso por 18 meses e voltou em 1976 apenas para encerrar a carreira. Estava encerrando, também, a ficha mais suja da história do futebol brasileiro. Daison Pontes virou lenda. Grandalhão, fanfarrão, carismático, ele ajudou a fazer a fama de Passo Fundo como a “terra de machos”.

Formava dupla de área com seu irmão João Pontes, outro exemplo de indisciplina. Foi punido por tudo, desde do doping até agressão, num total de 18 punições. Em 1974, num jogo em Passo Fundo, o juiz José Luis Barreto marcou um pênalti contra o Gaúcho e Daison o chamou de crioulo. E o juiz teria dito – Se te pego fora de Passo Fundo, te expulso. Daison respondeu: Se me expulsar te quebro a cara.

Semanas depois se encontraram em Santa Maria. Os dois cumpriram a promessa. Barreto o expulsou e Daison quebrou a cara do juiz.

As expulsões dos irmãos Pontes.

Daison Pontes:

1959 – agressão a adversário.
1962 – invasão de campo.
1963 – ofensas ao juiz.
1964 – agressão ao adversário.
1964 – ofensas ao juiz.
1964 – ofensas ao juiz.
1964 – ofensas ao juiz.
1966 – agressão ao adversário.
1968 – ofensas ao juiz.
1969 – agressão ao adversário.
1969 – atitude inconveniente.
1970 – agressão ao adversário.
1971 – atitude inconveniente.
1972 – agressão ao adversário.
1973 – agressão ao adversário.
1974 – ofensas ao juiz.
1974 – uso de estimulante.
1974 – agressão ao juiz.

João Pontes:

1964 – agressão ao adversário.
1965 – agressão ao adversário.
1965 – ofensas ao juiz.
1966 – ofensas ao juiz.
1966 – agressão ao adversário.
1967 – ofensas ao juiz.
1969 – atitude inconveniente.
1970 – agressão ao adversário.
1972 – ofensas ao juiz.
1973 – agressão ao adversário.
1974 – ofensas ao juiz.
1978 – ofensas ao juiz.



Escrito por GB às 18h55
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ANULAÇÃO DE UM FLA-FLU

No dia 22 de outubro de 1916, o Flamengo vencia o Fluminense por 2x1 quando o arbitro R. Davies marcou um pênalti contra o Fluminense. Rienner perdeu. Logo depois, o juiz marcou outro pênalti contra o Fluminense. Sidney cobrou e Marcos de Mendonça defendeu. O juiz mandou cobrar outra vez alegando que não havia apitado. Sidney bateu e novamente Marcos de Mendonça defendeu. O juiz mandou cobrar de novo, agora alegando que jogadores do Fluminense haviam invadido a área. Foi aí que o escritor Coelho Neto e o Delegado de Policia Ataliba Correia Dutra pularam a grade e correram para o campo. Os torcedores também invadiram o gramado.

O regulamento do campeonato dizia que o jogo que fosse paralisado por cinco minutos seria suspenso definitivamente. Como a paralisação propositada foi além dos sete minutos, o jogo foi dado como anulado. Foi a primeira anulação de um jogo de campeonato carioca. No dia 8 de dezembro, no campo do Botafogo, foi realizada uma nova partida. O Fluminense ganhou por 3x1.



Escrito por GB às 19h34
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